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Casal Marlene e Alcides Piana são homenageados com nomes de ruas no Bem Morar Erechim

por Maristela Guareschi publicado 03/11/2015 08h26, última modificação 03/11/2015 08h26

          “Esta não é uma simples homenagem a apenas para uma, mas para duas pessoas que foram ligadas por muitos anos. Um casal que, cada um através de suas particularidades marcou sua trajetória neste mundo, mas que agora, quer o destino, novamente se unem em nome de ruas de nosso município no mesmo Loteamento, o Bem Morar Erechim”.

          Desta forma, a vereadora Clarice Moraes, propositora do Projeto de Lei e oradora da noite, iniciou a sua manifestação momento em que falou do casal Marlene Judith Tozzo Piana e Alcides Piana e agradeceu a presença dos filhos Paulo, Luciano e Patrícia, como as noras e genros.

         Marlene Piana nasceu em junho de 1944. Filha de Diva e Reinaldo Tozzo, residiu na Rua Alemanha juntamente com seus quatro irmãos. Apesar das dificuldades financeiras inerentes daquela época, Marlene forma-se no Curso Superior de Pedagogia junto a Universidade de Passo Fundo.

          Após formada, passou a lecionar português, sendo, conforme relatos de seus amigos e ex-alunos, uma professora dedicada e exigente, pois sempre foi ciente da importância do educador em sala de aula para a formação de seus alunos.

          Lecionou no Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando e, posteriormente, dedicou a maior parte de sua vida profissional no Colégio Estadual Professor Mantovani, marcando a vida dos estudantes que por lá passaram ao longo dos anos.

          No ano de 1968 casa-se com Alcides Piana, seu companheiro de toda a vida, com quem teve três filhos, Paulo, Luciano e Patrícia. Marlene tinha uma personalidade forte, sendo referência positiva na comunidade como professora e companheira de Jango, como era conhecido seu esposo Alcides, na Família Atlântico e na Associação Cultural e Espiritual Polo da Luz.

          “Mãe dedicada, amiga, prestativa e solidária, sempre trabalhou duro ao lado de seu marido para poder proporcionar o melhor para a sua família, focando sempre, em primeiro lugar, a educação e a formação de seus filhos. Sempre é bom lembrarmos que Marlene não media esforços em fazer o bem, pois envolvida com a comunidade, estava sempre disposta a ajudar o próximo, a fazer o bem não importava para quem”.

         No Polo da Luz dedicou-se de corpo e alma às pessoas que participavam das atividades da Associação, visto que eram pessoas carentes e que não tiveram a oportunidade de estudar.

         “Para ela não bastava alimentar e vestir aquelas pessoas, pois elas precisavam algo a mais, ou seja, necessitavam de conhecimento. Sensibilizada com a situação que visualizava, Marlene criou alternativas e deu início a alfabetização de adultos, aulas que aconteciam nas dependências do Polo da Luz. Como diz aquela citação, quando se vê, acaba a luz, Marlene veio a falecer aos 64 anos em 2009”.

         “Quis o destino que realizássemos o sonho dos filhos em aproximar, mais uma vez, este casal, agora em denominação com denominação de artérias. Tal qual Marlene, Alcides Piana também marcou sua vida. Filho de Angelo e Divinia Caldato Piana, nasceu em outubro de 1939 no município de Aratiba”.

         De origem humilde e muito trabalhador, iniciou a labuta desde a sua adolescência até o ano de 2009 na Construtora Viero, mais especificamente na Granja Viero onde era o responsável.

         Carinhosamente chamado como Jango por todos que o conheciam, era um homem de jeito simples e de poucas palavras. Atuante, sempre se mostrou um pai exemplar, avô participativo e brincalhão. Sempre ao lado de Marlene, ajudava a todos que necessitavam.

         Jango dedicou boa parte de sua vida nas construções do Clube Atlântico e do Atlântico Futebol Clube, onde foi presidente por várias oportunidades. Foram 50 anos nas agremiações do Clube. Sempre atuante, foi considerado um dos filhos mais dedicados da Família Atlântico. 

         Reconhecido como um cidadão apaixonado e comprometido, foi convidado para participar como membro de Conselho Municipal, cargo que lhe trazia orgulho e satisfação. Jango parte, aos 69 anos, no mesmo mês que Marlene. Ambos foram vítimas de acidente automobilístico ocorrido em 2009.  

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