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Com dois votos contrários, Legislativo aprova reajuste dos servidores da Fundação Hospitalar

         Com os votos contrários dos vereadores Ernani Mello e Claudemir de Araújo, o Poder Legislativo aprovou, na última quarta, o Projeto de Lei Executivo que dispõe sobre o reajuste dos vencimentos e salários dos servidores da Fundação Hospitalar Santa Terezinha.

         É concedido reajuste de 7,76% aos servidores da Fundação, aplicados sobre os vencimentos e vantagens percebidos, sendo o índice de reajuste composto por revisão geral anual de 6,41% e reposição salarial de 1,35% a título de aumento real.

         Reajuste será efetuado através dos estudos realizados para o reajuste dado aos servidores municipais do Poder Executivo, sendo índices financeiros acumulados dos últimos 12 meses, e baseado no reajuste do IPTU, restando consignada a porcentagem de aumento com incidência nos rendimentos dos servidores provenientes de remuneração de cargos efetivos, incluindo o referido reajuste para os valores provenientes de Cargos de Confiança e Funções Gratificadas, bem como todas as categorias profissionais contempladas na Lei Municipal de 2014.

         Luiz de Brito, favorável ao projeto, relatou que os funcionários, durante manifestação, destacaram que há condições de aumentar o salário desde que ocorra a diminuição de Cargos de Confiança e os terceirizados. “Nos relataram, naquela oportunidade, que alguns nem sabem o que estão fazendo nas suas funções. Nossos cumprimentos aos funcionários que prestam serviços à comunidade”.

         Eni Scandolara frisou que há uma certa dúvida com relação ao PL, pois haveria a necessidade de ouvir com maior profundidade os funcionários. “Como votar se não conversamos. Esta não era a proposta que os funcionários tiveram durante a campanha. Estão precisando receber, uma situação difícil de resolvermos. Quem tem a responsabilidade de cumprir aquilo que prometeu é o Governo Municipal. Estamos votando um paliativo, pois os funcionários fazem um esforço sobre humano para atenderem a todos que chegam. Vamos continuar lutando para que se equiparem os salários, como lamentou que um hospital 100% SUS apenas dificultou e não resolveu a situação da Fundação”.

         Lucas Farina lembrou que ocorreram debates para que se chegasse ao mínimo que os funcionários pudessem ter. “São pacientes de 80 municípios que são atendidos todos os dias. Sabemos do tamanho da responsabilidade que a Fundação tem para a região e o compromisso do Executivo é equiparar o salário com os demais servidores municipais. Conquistas importantes para a classe trabalhadora”.

         Leandro Basso lembrou que, em contato com o presidente do Sindicato, teve a garantia de que os Técnicos em Enfermagem do Santa devem ter a mesma remuneração que os do Hospital de Caridade. “Promessa de campanha do atual governo não agrada funcionários, sindicatos e federação. Deve haver uma mudança de gestão com o apoio dos dois Poderes, pois a luta do trabalhador não é somente o salário, mas a melhoria da qualidade do local onde trabalha, e este é o papel dos dois Poderes para que ocorra a equiparação salarial”.

         Silvio Ambrózio destacou que é solidário com a luta do Sindicato. “Que o problema de 70 trabalhadores que ganham menos do que o piso regional seja revisto pelo Executivo. Temos que rever trabalhadores que ganham menos de R$ 1 mil, pois tem direito a mais. Aumento dado neste governo aumentou a qualidade dos trabalhadores”.

         Claudemir de Araújo declarou que o prefeito não estaria cumprindo a palavra com relação a promessa de campanha e o aumento que os funcionários da Fundação estariam recebendo. “Me abstenho de votar”.

         Nadir Barbosa frisou que o piso salarial regional é obrigação. “Hoje ou amanhã a prefeitura deverá pagar. Como fizeram um acordo se nem o piso estão pagando?”.

         Ernani Mello ressaltou que a Casa não deveria estar votando o Projeto de Lei. “Não está no compromisso do Governo. No ano que vem serão mais 25%, o que não acredito. O Estado gaúcho  assumiu a Fundação como 100% SUS, fato pelo qual o prefeito Paulo Polis esteve na capital tentando desfazer o que foi feito no governo passado em época de eleição”.

         Serginho garantiu que o Governo Municipal sempre teve vontade de aumentar o salário, e será dado aos funcionários o que se pode oferecer atualmente. “Prefeito esteve na capital do Estado para ver a continuidade do que foi feito no passado. Não podemos votar naquilo que não temos”.

         Zé da Cruz também ressaltou que aumento é o viável neste momento. “Projeto é votado para que o funcionário possa receber já o salário com o reajuste. Importante que possam receber retroativo de primeiro de março”

         Finalizando, Valdemar Loch destacou a votação como importante para que não ocorresse nova folha e ser retroativa a março deste ano. “Parabéns ao Legislativo em votar o projeto”.