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Comitê de Crise se reúne, mostra resultados finais e novas ações são encaminhadas em busca de melhorias junto o trevo e toda a RS 135

            Presidente do Poder Legislativo, vereador Fernando Barp, presidiu na tarde desta quinta, no Plenário da Casa, a Audiência Pública que serviu para mostrar o final dos trabalhos do Comitê de Crise formado após o acidente junto ao trevo de acesso da Universidade Federal da Fronteira Sul, no dia 27 de fevereiro, envolvendo um ônibus de transporte coletivo e um caminhão de transporte de suínos e, automaticamente, a paralisação das aulas por dois meses.

            Na oportunidade, a presença do Procurador Geral do Estado, Rodinei Candeias, do representante da Direção Geral da UFFS, professor Luiz Fernando, do representante da Polícia Rodoviária Estadual como do Executivo, além das pastas de Segurança Pública, Planejamento e Jurídico do município.

            Ainda no Plenário, moradores da Linha Zero, as vereadoras Marinês Ronsoni e Eni Scandolara e os vereadores Leandro Basso, Luiz de Brito e Claudemir de Araújo que estão a par do tema desde a primeira Audiência Pública, ocorrida em janeiro deste ano, momento em que já anunciavam um possível acidente se alguma medida de extrema urgência não fosse tomada junto ao trevo de acesso da universidade. “Da maneira como estava sendo construído era visível a grande possibilidade de acidente com ônibus devido a falta de recuo na pista”, apontaram.

            Barp lembrou que a AGR havia se comprometido para que as melhorias fossem executadas, o que não ocorreu. Após o acidente se formou o Comitê de Crise tendo a segurança como tema maior e medida urgente a ser executada. Com a suspensão das aulas iniciaram as reuniões em busca de ações concretas para a realização da obra, que só foi possível com a ação do Executivo Municipal.

            Rodinei destacou a eficácia do Comitê e todos os envolvidos, como a Polícia Rodoviária Estadual, porém deixou claro que foram identificados outros problemas, como de dano ambiental grave que é acompanhado pelo Ministério Público, como do Tribunal de Contas que questiona a obra com recursos do pedágio. “Estudo da EGR não identifica onde estão os problemas, o projeto foi defeituoso e poderá gerar responsabilidade. A EGR não fez trabalho de drenagem do trevo, como de orientação para os motoristas que seguem entre Getúlio Vargas e Erechim. Todos os temas serão tratados, a partir de agora pela Coordenadoria Geral do Estado que vai tomar todas as providências necessárias”.

            Luiz Fernando destacou o empenho dos Poderes Públicos na execução da obra, como garantiu a parceria com os moradores da Linha Zero para que possam ter um acesso de qualidade. Também deixou claro que o próprio DAER eximiu a UFFS de qualquer responsabilidade com relação ao trevo de acesso, visto ser uma obra exclusiva do Estado.

            Marinês lembrou a primeira audiência que já levantava o perigo junto ao trevo, que buscaram soluções junto a EGR e não obtiveram resposta. “A Linha Zero ainda não obteve uma luz no final do túnel. Gostaria da presença do prefeito municipal, lembrando uma manifestação do chefe do Executivo com relação ao acesso da comunidade que já havia alertado sobre os perigos. Foram mais de R$ 200 mil gastos em uma obra que poderia ter sido evitada, como o problema. Estamos esperando a realização das obras”.

            Secretário Anacleto Zanella relatou que houve uma ampla discussão com os engenheiros, mas que a EGR não queria ver os perigos que se apresentavam no trevo em construção. “Não entendiam que o projeto estava errado. Após o ocorrido, com o apoio do Legislativo, o município tomou todas as providências. Quanto a Linha Zero, se for possível, o município vai solucionar o problema e ajudar naquilo que estiver ao seu alcance”.

            Vereador Leandro Basso lamentou que agora tem que sanar um problema que a equipe técnica teria que ter resolvido. “Se nada for feito, no sentido contrário, novos acidentes irão acontecer. O dinheiro do pedágio sumiu e, portanto, serão adotadas medidas paliativas e não definitivas. Que experiência possuem os engenheiros da EGR?”

            Luiz de Brito agradeceu ao topógrafo Madrid que também se manifestou e traçou medidas que podem ser realizadas para a Linha Zero. Lembrou a audiência, como Ernani Mello na capital e a resposta que obtiveram da própria RGE. “Quando o Estado não consegue resolver, a comunidade toma a iniciativa, algumas oportunidades cometendo irregularidades”.

            Eni Scandolara destacou que não pode haver omissão, lembrando do crime ambiental e que ninguém pediu socorro. “Se este fosse resolvido antes de tudo, os demais problemas não teriam ocorrido junto aquele local. A Linha Zero precisa de uma solução para o problema”.

            Entre os encaminhamentos levantados, está a busca das reivindicações já elencadas e que se busquem meios do Executivo realizar a obra para a Linha Zero e relocação da parada de ônibus.

            Seguindo solicitação de Rodinei, o Poder Legislativo estará se reunindo com seus vereadores, a fim de que seja formada uma Frente Parlamentar ou Comissão, que envolva câmaras da região para que se busquem melhorias junto a RS 135, trabalho este que seria constante na busca de ações efetivas da EGR e Governo do Estado. Desafio este aceito por Fernando Barp onde garantiu que na próxima semana já estará debatendo o assunto com os demais vereadores da Casa.