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Legislativo aprova transferência de recursos para o Banco de Sangue

 O Banco de Sangue é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que atua, exclusivamente no ramo de fornecimento de sangue, componentes e hemoderivados.

         Associação, constituída em 1988, está atuando, em Erechim e região, há 27 anos. Nestas mais de duas décadas, a entidade mantém contratualização com o SUS, e é a única entidade na região que atua nesta área – Serviços Homeopáticos – abrangendo 33 municípios, num contingente populacional de aproximadamente 230 mil habitantes.

         A unidade de Erechim coleta, aproximadamente 380 bolsas/mês, o que significa dizer que são realizadas, mensalmente, 380 doações, quantitativo suficiente para abastecer os serviços de saúde de Erechim e região e, consequentemente, os cidadãos que dependem deste componente – o sangue.

         A Entidade não visa lucro e os membros do corpo diretivo atuam no campo do voluntariado e as receitas são insuficientes para fazerem frente as despesas administrativas, operacionais e de recursos humanos. Relevante ressaltar que a crise financeira que vem assolando os serviços públicos de saúde, em especial o Estado, reflete na manutenção e operacionalização do Banco de Sangue.

         Atualmente a entidade enfrenta a escassez de recursos e está com recursos atrasados, referente ao mês de novembro de 2014, na ordem de R$ 52 mil e este ano específico, com relação ao mês de maio, recebeu a parcela equivalente a 80% do total do recurso devido. Situação agrava, ainda mais, a saúde financeira da entidade que já enfrenta sérios entraves na esfera tributária, tendo em vista que nos últimos anos não tem conseguido, apesar do esforço, honrar com seus compromissos tributários, o que gerou uma dívida de aproximadamente R$ 1 milhão.

         Leandro Basso lembrou que é de conhecimento de todos a situação do Banco de Sangue. “Com uma dívida de R$ 1 milhão, os R$ 30 mil serão como um analségico para amenizar a atual situação. Uma entidade sem fins lucrativos, tendo como matéria prima as doações de sangue, que realiza os exames para verificar o sangue que é coletado. Governo não tem diminuído os impostos e a população continua pagando a mesma carga tributária. Invejamos o aeroporto de Passo Fundo, o Curso de Medicina e agora teremos, se não houver uma solução, que recorrer ao município vizinho. Vivemos hoje a política do pneu, ou seja, existem mais pneus de ambulâncias rodando do que médicos nos hospitais. O Banco de Sangue deve ser olhado com o respeito que merece, criar critérios para os doadores de sangue, o que motivaria que mais pessoas fizessem a doação”.

         Lucas Farina, ao falar da FHST anunciou que a mesma estará abrindo os serviços cancelados até então e, com relação ao Banco de Sangue, é o único na região, coletando 380 bolsas por mês, o que garante o abastecimento em Erechim e região do Alto Uruguai. “Buscar e garantir a solução, sendo que hoje o município já repassa R$ 15 mil mensais. Seria muito difícil, hoje, ter que buscar sangue em Passo Fundo, portanto, devemos continuar o debate com relação ao tema de extrema importância”.

         Luiz de Brito destacou o trabalho voluntário de Jackson Arpini frente ao Banco de Sangue, como do jurídico Alexandre Lyrio. “Uma missão voluntária para administra-lo. Não podemos voltar a ser distrito de Passo Fundo a exemplo do Instituto de Perícias. A classe política deve pensar por Erechim”.

         Eni Scandolara alertou que nunca se sabe a hora em que precisamos de sangue, mas como é bom quando alguém estende a mão para buscar solucionar um problema. “Jackson Arpini sempre está pronto para ajudar na área de saúde. Precisamos discutir políticas públicas e não políticas partidárias. Não temos todas as soluções, mas temos voz. O tema de casa dos governantes não está sendo feito. Precisamos entender a situação que se cria, antes que a crise venha bater em nossa porta”.

         Zé da Cruz lembrou a trajetória do Banco de Sangue, como o fato de que vem há muitos anos se arrastando com relação a cota patronal. “O município já dá aporte, mas os municípios da AMAU também poderiam dar a sua contribuição, além do repasse mensal, para podermos amenizar a atual situação. Com a atual direção, temos a certeza da volta por cima”. 

         Valdemar Loch destacou o trabalho voluntariado da atual direção, como a dedicação para buscar soluções ao Banco de Sangue. “Satisfação , empenho e dedicação ao Banco de Sangue”, finalizou.