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Moção de Repúdio a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS

          Vereadores destaca que o SUS pode deixar de fornecer o medicamento a pacientes diagnosticados com esclerose múltipla. “A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) abriu no início deste mês, uma consulta pública para ouvir opiniões sobre a possível exclusão do remédio da lista de medicamentos fornecidos gratuitamente pelo Governo Federal. Se o corte for efetivado, 3.080 mil pacientes tratados na rede pública com o AVONEX teriam de migrar para outras duas medicações disponíveis no SUS”.

         A possibilidade de o Avonex ser cortado da lista de remédios distribuídos pelo governo provocou a crítica imediata de médicos especialistas e de associações de pacientes em todo o Brasil. Eles atentam para um impacto em que a mudança no tratamento implicaria e para o alto volume de pessoas que hoje controlam a doença por meio do remédio, 20% dos tratamentos de esclerose múltipla feitos na rede pública são baseados neste medicamento.

         “De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), essa decisão vai ao contrário do que se faz no resto do mundo. Cada pessoa de adapta de uma forma a um medicamento. Excluir um deles é tirar uma opção do paciente, este que deve ter o maior número possível de terapeutas disponíveis pelo SUS, com esse acesso garantido. Quem tem que definir o melhor tratamento é o médico e o paciente, não uma comissão”, destaca.

         Eni ressalta ainda, que especialistas alertam para consequências desta mudança. “Os pacientes vão ser submetidos a novas drogas, sem que esteja pensando nos efeitos colaterais disso. Não se está pensando na qualidade de vida dos pacientes. O maior risco é de efeitos colaterais no local das aplicações, como alergias e irritações. Também pode haver efeitos gripais prolongados com dor no corpo e calafrios. Se o remédio for substituído por opções orais, pode até ter riscos cardíacos”, finaliza.