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Sessão em homenagem aos 97 anos de Erechim resgata trajetória de vida de Carlos Mantovani

         Sessão Solene em homenagem aos 97 anos de emancipação político administrativa de Erechim, realizada na noite da última quinta (30), tendo como orador o presidente do Poder Legislativo, vereador Fernando Barp, além de lembrar a parte artística, cultural e educacional de Erechim desde o ano de sua fundação, também resgatou e fez uma homenagem pós morte ao professor Carlos Mantovani, com a entrega da Medalha Mérito Legislativo ao seu sobrinho neto, Amaury Rigoni.

         Na oportunidade, além das autoridades civis, políticas e militares, a presença de alunos do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Mantovani que vieram conhecer mais sobre a história do homem que foi o primeiro professor de Erechim e que seu nome homenageia a escola, imortalizando-o e descrevendo seu legado de vida e dedicação extrema à educação.

          “Somos uma cidade ainda jovem e com muito trabalho pela frente, se nos compararmos a outras centenárias. Nesta noite de resgate histórico quero falar de nossa comunidade, do povo e principalmente sua cultura, seja na sociedade, teatro, cinema, lazer e tantas outras que simplesmente eram mágicas para a época, também da educação, escolas e seus precursores”.

         Ao pontuar as mais diversas manifestações ao longo destes 97 anos, Fernando Barp destacou a participação das etnias neste processo, como lembrou vários nomes que foram importantes no crescimento cultural e educacional de Erechim.

         “Em seu livro “Os Meus Erechim” o ex-prefeito Aristides Agostinho Zambonatto e também ex-presidente desta Casa destaca que o surgimento dos clubes começou com o desenvolvimento urbano, sendo que a formação de associações e agrupamentos se deu a partir de suas origens étnicas. Desta forma os imigrantes reuniram-se e criaram suas instituições”.

 

 

Também resgatou os negros que se instalarem em Erechim e sentindo a necessidade de um local para congraçamento e festividades culturais de sua origem, fundaram um clube, a Sociedade 13 de Maio, inicialmente frequentada apenas por negros que resistiu até a década de 80.

         Lembrou os mais diversos clubes, sua formação e a participação de homens e mulheres que fizeram e fazer a sociedade local. “O cinema, esta arte maravilhosa que nos faz apaixonar, viajar e se emocionar, chega em Erechim em 1917 e se chamava Cinema Central. O Cine -Theatro Central iniciou por volta de 1925, na época do cinema mudo.  A casa foi, por mais de uma década, um polo da cultura musical, cinematográfica e teatral, como também ponto preferido de solenidades e comemorações cívicas”.

 Resgatou a memória do antigo Café Grazziotin, localizado na Maurício Cardoso, que foi um dos mais democráticos espaços e frequentados que Erechim já teve. Durante 25 anos foi o centro das atenções de toda a vida social local.

          “Como não falar da jovem guarda, quando os ecos da distante Liverpool, na onda dos Beatles chegaram a Erechim através do rádio, jornais e alguns filmes. Naquela época poucas famílias possuíam aparelhos de televisão, mas mesmo assim a influência da Bitlemania foi sentida”.

         A música Galponeira, sempre como preferência. O tradicionalismo erechinense nasceu abrigando as diferentes etnias sob uma só bandeira, a do Rio Grande do Sul. Na esteira do Movimento liderado por Paixão Cortes, que surgiu em Erechim o CTG Galpão Campeiro, fundado em 1952, surgindo após os demais que estão em atividade até hoje.  

         “Os Monarcas transformaram Erechim em uma referência da música galponeira. Formado no ano de 1974 pelos irmãos Nésio Gildinho e Francisco Chiquinho, Os Monarcas tem levado o nome de Erechim para os mais distantes pontos do Brasil”.

 No mundo das expressões artísticas, os anos 60 começaram quando um espaço público para as artes foi criado. A Escola Municipal de Belas Artes, que tem como patrono o maestro Oswaldo Engel, é um espaço aberto à criatividade da população adulta e infantil. Foi criada em 4 de abril de 1960, através de Lei Municipal na administração de José Mandelli Filho.

 

Ainda na área da escultura em madeira, pode-se citar Geraldo Manfé e Laurindo Meneghell, que se destacaram na área da arte sacra, esculpindo altares. O artista plástico Frederico Stein, conhecido como Willy Stein produziu peças em madeira. Inicialmente produzia figuras humanas, inclusive para o exterior. Munido de sisais, esculpia obras maravilhosas. Fabricou seu violoncelo que tocava na Orquestra Sinfônica de Erechim.

         Na literatura, foi através dos livros Minha Morte e Outras vidas, Gatos à Paisana, Cágada, Cogumelos de Outono e Furúnculo, que Gladstone Osório Mársico cativou um grande número de leitores que ainda procuram suas obras nas livrarias das capitais.

         Com relação a educação, Fernando destacou que uma cidade, como toda a sociedade, somente terá sua plena realização quando sua comunidade esteja totalmente alinhada com a educação e os resultados que esta proporciona no seu crescimento cultural, intelectual e social.

 “A educação é a base do ser humano e da formação do mundo desde a descoberta da escrita. O mundo evoluiu, as necessidades aumentaram e a educação se tornou a sua maior arma, e foi através dos mais diversos educadores que estamos neste século rumando nos mesmos caminhos dos antigos desbravadores dos sete mares em busca de terras inóspitas e desconhecidas. Como Colombo que descobriu a América e Marco Polo a Ásia, estamos hoje rumo a Marte, Saturno e sabe lá onde chegaremos nos próximos anos. A educação molda o homem, forma a ciência e transforma o mundo”.

  Falando em educação, buscou o passado e relembrou como iniciou a educação em nosso município, do desbravar as mentes e iniciar a formação de homens e mulheres que passaram a ser a diferença em nosso município.

         Com a chegada de Carlos Mantovani a Boa Vista, no ano de 1917, iniciava na vila uma fase de progresso intelectual. Conforme relato de diversos historiadores. “Nasceu e estudou na Itália. Após imigrou para o Brasil, tendo exercido o magistério público nos povoados de Nova Pádua, Nova Trento e Vila Antônio Prado”.

Em junho de 1917 Carlos Mantovani chega a Paiol Grande, acompanhado de sua esposa e de um sobrinho, Modesto Rigoni, seu filho adotivo. Dias depois foi aberta a primeira escola que passou a funcionar, a título precário, em um barraco que em uma de suas viagens ele manda construir no local onde até hoje se encontra a moradia de sua família.

Em 1919 construiu o novo prédio na Avenida Presidente Vargas, onde passou a residir e onde foi instalada a primeira escola de Erechim. Tendo em vista o grande desenvolvimento da Vila Boa Vista, o professor Mantovani começou a pleitear a criação de um Grupo Escolar. Este foi criado e ele foi seu primeiro diretor. Não satisfeito,  iniciou uma campanha para a vinda dos Irmãos Maristas, que mais tarde fundaram o Colégio Medianeira e das Irmãs Franciscanas, fundadoras do Colégio São José.

A escola pública criada pelo professor Mantovani, foi a semente das duas maiores escolas públicas da atualidade. A Escola José Bonifácio e a Escola Professor Mantovani. A Escola Mantovani foi inaugurada em 1964, tendo hoje 1271 alunos e 76 professores.

 “Nossa cidade não é só o concreto que a desenha, e a nossa cidade, como todas as cidades do mundo tem uma alma. Nós temos em nossa alma a cara da mudança, da vontade e da coragem, este espírito corajoso, moderno e inovador, fez que nós nunca achássemos que om medo da mudança fosse o melhor aliado, mas a coragem de mudar e inovar seria o fator, que nos leva para o futuro”.

Em sua manifestação, a vice-prefeita Ana de Oliveira destacou a participação de todos os administradores que passaram por Erechim, ressaltando que cada um fez a sua parte para que hoje estivéssemos onde estamos como pólo de desenvolvimento. Também enalteceu a parte cultural e educacional nas mais diferentes manifestações, como de todas as instituições de ensino que participam e participam do crescimento educacional de nossa gente. Finalizando, destacou a homenagem ao professor Carlos Mantovani como um resgate ao precursor da educação. “Um homem que fez a diferença e merece toda a distinção”. 

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