A
vereadora Clarice Moraes (MDB) comemorou, na última sessão ordinária (25), a
aprovação do Projeto de Lei nº 88/2026, que institui em Erechim o
auxílio-moradia destinado a mulheres vítimas de violência doméstica. A
iniciativa, que teve origem em um projeto sugestão apresentado pela vereadora,
foi acolhida pelo Poder Executivo e encaminhada à Câmara, onde teve aprovação
unânime.
Na
tribuna, Clarice destacou a importância da aprovação e ressaltou que a proposta
nasceu de uma construção coletiva, baseada em uma realidade que conheceu de
perto durante o período em que esteve à frente da Secretaria. Na época, o
município recebia demandas de mulheres que precisavam deixar suas casas por
segurança, mas ainda não possuía uma legislação específica que permitisse
oferecer esse instrumento de proteção.
A
construção da proposta contou com a participação da coordenadora do Centro de
Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), Joana, do então secretário Micael,
de Aline, da Administração, e também com o apoio do atual secretário Leandro
Basso.
“Hoje,
ver essa sugestão transformada em projeto de lei e chegando a esta Casa me
deixa ainda mais feliz”, afirmou Clarice, agradecendo a todos que contribuíram
para que a iniciativa avançasse.
Uma
resposta a uma necessidade real
Durante
o pronunciamento, a vereadora chamou atenção para a dimensão da violência
contra as mulheres. Segundo os dados apresentados, o CRAM realiza, em média, 80
atendimentos mensais relacionados a situações de violência contra a mulher.
Clarice
também destacou os números registrados no Rio Grande do Sul, com 53
feminicídios e mais de 130 tentativas registrados neste ano, reforçando a
necessidade de ampliar os instrumentos de proteção.
Para
a parlamentar, o auxílio-moradia não representa apenas uma ajuda financeira,
mas uma possibilidade concreta de romper o ciclo de violência.
“Não
estamos falando apenas de aluguel. Estamos falando de dar uma alternativa para
que uma mulher possa sair de uma situação de violência sem precisar escolher
entre permanecer ao lado do agressor ou ficar sem ter onde morar”, ressaltou.
Moradia
como instrumento de proteção
A
nova legislação estabelece critérios para acesso ao benefício, acompanhamento
técnico pelo CRAM e prioridade para mulheres em situações de maior
vulnerabilidade. A medida busca fortalecer a rede municipal de proteção e
oferecer uma alternativa segura para aquelas que não podem retornar ao ambiente
onde sofreram agressões.
O
benefício também está inserido em uma política de promoção da autonomia, ao
possibilitar que a mulher tenha condições de reorganizar sua vida com segurança
e dignidade.
Clarice
ressaltou ainda o simbolismo da aprovação ocorrer durante o Agosto Lilás, mês
dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
“Infelizmente,
ainda convivemos com números assustadores de violência e feminicídios. Por
isso, cada instrumento que fortalece a rede de proteção importa. Cada mulher
que consegue romper o ciclo da violência importa”, afirmou.
Uma
conquista construída a muitas mãos
Ao
agradecer aos colegas vereadores pelo voto favorável, ao Executivo e aos
profissionais que contribuíram para a construção da proposta, Clarice destacou
que a aprovação representa uma conquista para toda a comunidade.
“Mais
do que uma lei, estamos construindo uma possibilidade de recomeço. E quando uma
mulher consegue recomeçar com segurança, toda a sociedade avança”, declarou.