A
vereadora enfermeira Éclesan Palhão (MDB), apresentou o Projeto de Lei
Legislativo, que institui a Política Municipal de Comunicação Pública Digital.
A proposta cria diretrizes para que Erechim avance no uso da tecnologia para
informar e orientar a população de maneira mais rápida, acessível e sustentável.
Na
prática, uma das possibilidades é ampliar o uso de painéis e telas digitais
para informações de interesse público. Diferentemente de banners e painéis de
lona, que precisam ser produzidos e substituídos sempre que uma informação fica
desatualizada, o conteúdo digital pode ser alterado em poucos minutos. Além de
dar mais agilidade à comunicação, a medida pode reduzir gastos recorrentes com
produção e impressão e diminuir o descarte de materiais, trazendo benefícios
tanto para os cofres públicos quanto para o meio ambiente.
“Quando
uma campanha termina ou uma informação muda, aquele banner ou aquela lona perde
sua função. Com a tecnologia, podemos atualizar o conteúdo e utilizar a mesma
estrutura inúmeras vezes. É economia de recursos públicos, redução de
desperdício e também responsabilidade ambiental”, destaca Éclesan.
A
vereadora também chama atenção para experiências já adotadas em outros
municípios. “Basta observarmos cidades que já utilizam painéis digitais para
disponibilizar gratuitamente informações e serviços de interesse público.
Precisamos avançar nessa discussão em Erechim, inclusive regulamentando
possibilidades de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, sempre
com o objetivo de beneficiar a população. Já passou da hora de organizarmos
isso e buscarmos alternativas para evitar que recursos públicos sejam gastos em
materiais de curta duração, que depois precisam ser descartados e acabam
gerando mais resíduos para o meio ambiente”, afirma.
Éclesan
lembra que já vivenciou esse processo quando esteve à frente da Secretaria
Municipal de Saúde, onde houve reorganização e digitalização de rotinas, com
redução significativa do uso de papel. “Eu vi na prática que modernizar
processos pode significar menos desperdício, mais agilidade e melhor utilização
dos recursos. É esse olhar que queremos ampliar.”
Além
de painéis e telas digitais, o projeto contempla QR Codes, aplicativos,
sistemas automatizados, recursos audiovisuais e inteligência artificial,
permitindo que informações sobre saúde, trânsito, Defesa Civil, serviços e
outras áreas cheguem à população por diferentes meios.
A
proposta não obriga a instalação de equipamentos nem cria despesas
obrigatórias. A implementação poderá ocorrer gradualmente, de acordo com o
planejamento, a necessidade e a disponibilidade financeira do Município,
podendo também ser avaliadas, alternativas de parceria com a iniciativa privada
Para
Éclesan, “uma cidade inteligente não é aquela que simplesmente tem mais
tecnologia, mas aquela que sabe utilizá-la para gastar melhor, desperdiçar
menos e facilitar a vida das pessoas.”







