Éclesan propõe política para modernizar a comunicação pública em Erechim

Entre as possibilidades está o uso de telas e painéis digitais em substituição a banners e painéis de lona
PUBLICADO EM 07/10/2026 - 16:58
Éclesan propõe política para modernizar a comunicação pública em Erechim

A vereadora enfermeira Éclesan Palhão (MDB), apresentou o Projeto de Lei Legislativo, que institui a Política Municipal de Comunicação Pública Digital. A proposta cria diretrizes para que Erechim avance no uso da tecnologia para informar e orientar a população de maneira mais rápida, acessível e sustentável.

Na prática, uma das possibilidades é ampliar o uso de painéis e telas digitais para informações de interesse público. Diferentemente de banners e painéis de lona, que precisam ser produzidos e substituídos sempre que uma informação fica desatualizada, o conteúdo digital pode ser alterado em poucos minutos. Além de dar mais agilidade à comunicação, a medida pode reduzir gastos recorrentes com produção e impressão e diminuir o descarte de materiais, trazendo benefícios tanto para os cofres públicos quanto para o meio ambiente.

“Quando uma campanha termina ou uma informação muda, aquele banner ou aquela lona perde sua função. Com a tecnologia, podemos atualizar o conteúdo e utilizar a mesma estrutura inúmeras vezes. É economia de recursos públicos, redução de desperdício e também responsabilidade ambiental”, destaca Éclesan.

A vereadora também chama atenção para experiências já adotadas em outros municípios. “Basta observarmos cidades que já utilizam painéis digitais para disponibilizar gratuitamente informações e serviços de interesse público. Precisamos avançar nessa discussão em Erechim, inclusive regulamentando possibilidades de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, sempre com o objetivo de beneficiar a população. Já passou da hora de organizarmos isso e buscarmos alternativas para evitar que recursos públicos sejam gastos em materiais de curta duração, que depois precisam ser descartados e acabam gerando mais resíduos para o meio ambiente”, afirma.

Éclesan lembra que já vivenciou esse processo quando esteve à frente da Secretaria Municipal de Saúde, onde houve reorganização e digitalização de rotinas, com redução significativa do uso de papel. “Eu vi na prática que modernizar processos pode significar menos desperdício, mais agilidade e melhor utilização dos recursos. É esse olhar que queremos ampliar.”

Além de painéis e telas digitais, o projeto contempla QR Codes, aplicativos, sistemas automatizados, recursos audiovisuais e inteligência artificial, permitindo que informações sobre saúde, trânsito, Defesa Civil, serviços e outras áreas cheguem à população por diferentes meios.

A proposta não obriga a instalação de equipamentos nem cria despesas obrigatórias. A implementação poderá ocorrer gradualmente, de acordo com o planejamento, a necessidade e a disponibilidade financeira do Município, podendo também ser avaliadas, alternativas de parceria com a iniciativa privada

Para Éclesan, “uma cidade inteligente não é aquela que simplesmente tem mais tecnologia, mas aquela que sabe utilizá-la para gastar melhor, desperdiçar menos e facilitar a vida das pessoas.”

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