Durante o expediente político da sessão legislativa de terça-feira (2), o vereador Tiago The Police (PL) abordou as dificuldades enfrentadas em relação às invasões próximas à linha férrea de Erechim e destacou que pretende buscar informações diretamente junto à concessionária Rumo.
Segundo o parlamentar, para realizar esse deslocamento é necessário o uso de diária. “Quero ir até os órgãos competentes, como a Rumo, para buscar informações técnicas e cobrar soluções, mas para isso necessito de diária”, afirmou.
Na tribuna, relacionou o assunto e, voltou a questionar os gastos públicos com diárias, especialmente no Executivo. “Me desculpa, criticam as diárias dos vereadores, mas não olham as diárias do Executivo. No ano passado, teve pessoa que recebeu mais de R$ 30 mil em diárias. Será que foi para passear? Trinta mil reais em diárias é muito dinheiro. Imaginem quanta coisa poderíamos comprar para o nosso município com esse valor”.
The Police defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os valores. “Precisamos fazer uma CPI das diárias de Erechim, não somente do Legislativo, mas também do Executivo. Aqui na Câmara tudo é votado e se sabe quem vai e quem não vai. Até lembro do caso de uma pessoa de São Cristóvão, que repercutiu bastante por causa de R$ 13 mil em diárias. Mas estamos falando de valores que chegam a mais de R$ 30 mil. É muito pesado”.
O vereador informou ainda que já deu início a um levantamento preliminar sobre os valores. “Por enquanto, esse é o pequeno levantamento que fiz, mas tenho certeza de que será muito maior. Só nesse começo, encontrei quase R$ 29 mil, mas acredito que a soma final será ainda mais alta”, disse.
Por fim, Tiago The Police reforçou seu compromisso com a
fiscalização e a transparência. “O pessoal tem que lembrar que estou na
política, mas sou policial. E gosto de investigar detalhe por detalhe. Vou
continuar apurando e apresentando todos os dados à Câmara e à comunidade. Esse
é o meu papel: fiscalizar, cobrar transparência e lutar pela correta aplicação
dos recursos públicos”, concluiu.