Durante pronunciamento na tribuna da Câmara de Vereadores, na sessão desta semana, o vereador Tiago The Police (PL) apresentou questionamentos sobre os critérios adotados pelo Município na análise de demandas encaminhadas ao setor responsável pelo trânsito e pela sinalização viária.
O parlamentar relatou situações em que pedidos apresentados oficialmente por seu gabinete teriam sido indeferidos, enquanto, posteriormente, providências no mesmo local foram executadas após novas solicitações.
Um dos casos citados envolve a Rua Gaurama, nas proximidades do nº 20. Por meio do Pedido de Providências nº 910/2025, Tiago solicitou a implantação de espaço destinado à carga e descarga. Posteriormente, ao buscar informações sobre o andamento da demanda, recebeu resposta do Departamento Municipal de Trânsito, por meio do Ofício nº 35/DMT/2026, datado de 28 de agosto, comunicando o indeferimento.
Segundo a resposta encaminhada ao Legislativo, após análise e verificação no local, o órgão entendeu que pedidos destinados exclusivamente a interesses particulares não justificariam a implantação, sendo necessário o atendimento ao interesse público.
O vereador destacou, entretanto, que poucos dias após o indeferimento houve nova intervenção e sinalização no local. Conforme relatado pelo vereador na tribuna, o presidente do Legislativo confirmou ao parlamentar ter realizado posteriormente uma solicitação verbal relacionada à demanda, que acabou sendo atendida.
Para The Police, a situação requer esclarecimentos por parte do Poder Executivo, especialmente para identificar quais circunstâncias técnicas ou administrativas teriam se alterado entre o indeferimento e a posterior execução da intervenção.
“Não questiono que outro vereador tenha buscado resolver o problema. Se a população precisava da solução, ela deveria ser atendida. O que precisa ser explicado é por que um pedido apresentado oficialmente pelo nosso gabinete foi indeferido e, poucos dias depois, uma solicitação verbal resultou em providência no local. O serviço público precisa seguir critérios técnicos e impessoais, independentemente de quem seja o vereador que encaminha a demanda”, afirmou.
O parlamentar também mencionou outro episódio envolvendo solicitação para implantação de vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD). Segundo o mesmo, a pessoa que procurou seu gabinete posteriormente relatou uma conversa com agente público municipal que levantou dúvidas sobre eventual influência da autoria parlamentar na análise da demanda.
Diante dos episódios, The Police informou que pretende continuar buscando documentos e informações oficiais para compreender os critérios utilizados nas decisões administrativas.
O vereador ressaltou que a fiscalização não pretende interferir na competência técnica dos servidores responsáveis pela mobilidade urbana, mas verificar se demandas semelhantes recebem tratamento uniforme e se os deferimentos e indeferimentos estão fundamentados em critérios objetivos.
“Não quero privilégio para pedido meu. Quero igualdade. Se tecnicamente não pode ser feito, que não seja feito para ninguém nas mesmas condições. Se pode ser feito, a autoria do pedido não pode determinar se a população será ou não atendida”, concluiu The Police.
A iniciativa integra as ações de fiscalização do parlamentar sobre os serviços públicos municipais e busca ampliar a transparência quanto aos procedimentos utilizados na análise das demandas encaminhadas pela comunidade.